
Filho de Fernando Peres Hipólito e Alzira Santiago Peres, ambos crentes, o pastor Marcos tem 50 anos de idade e conta 14 anos de ministério pastoral. Ele é casado com Magali Paulo da Silva Assato Peres (48), sua companheira há 27 anos, e tem dois filhos, Gisele (25), casada com Douglas, e André (20).
Nascido em São Paulo, no bairro do Jardim Popular, aos 12 anos de idade, Marcos entregou sua vida a Jesus, na Igreja Evangélica Batista no Jardim Popular. Nos idos de 1972, sua mãe e sua avó congregavam na Assembleia de Deus, mas, por algum motivo, se afastaram da igreja. Naquela ocasião, por intermédio do relacionamento de amigos, chegou-lhes um convite para conhecer a IB no Jardim Popular. Foram, gostaram e, lá, permaneceram.
Depois de ser levado pela mãe para assistir a alguns cultos, o garoto Marcos, com seus 12 anos de idade, foi alcançado pela mensagem de salvação. Era a semana da Páscoa do ano de 1972 e a igreja realizava uma série de conferências, com a participação de um conjunto chamado Os Espirituais, responsável pela mensagem cantada. Na oportunidade, uma mensagem chamou sua atenção – a do Filho Pródigo. Ele ainda não tinha consciência da necessidade de conversão e, por isso, perguntou à sua mãe: “– Mãe, eu já faço parte da igreja?". Ao que ela lhe respondeu: “– Não. Você precisa ter uma experiência com Deus; uma certeza de que Jesus é o seu Salvador". Aproveitando a excelente oportunidade, sua mãe lhe apresentou o plano de salvação. Naquela noite, quando o pregador fez o apelo, Marcos não teve mais dúvida, aceitou a salvação oferecida por Jesus.
No período de 18 anos como membro na IB no Jardim Popular, ele experimentou importante crescimento espiritual, sob a tutela do pastor João Jorge da Rosa (hoje, já saudoso), que oferecia muitas oportunidades para a participação dos jovens nos trabalhos da igreja. Também foi lá que conheceu Magali, sua esposa, e onde nasceram os dois filhos do casal, Gisele e André.
A chamada para o ministério veio mais tarde. Quando o André tinha 1 ano de vida, o casal sentiu o desejo de ir para uma outra igreja, conhecer um novo trabalho e, desse modo, ampliar a visão do reino com outras experiências. Assim, em 1991, resolveram transferir-se para a Igreja Batista em Vila Salete, onde se deu um envolvimento de pronto nas atividades – com a igreja e com o pastor –, fruto do aprendizado trazido da IB no Jardim Popular.
Em Vila Salete, nas ocasiões em que a igreja ficou sem pastor, Marcos assumiu a liderança dos trabalhos. Muitos irmãos, percebendo a condição de líder que ele demonstrava, passaram a incentivá-lo a desenvolver essa vocação, e isso mexeu com sua sensibilidade, chamou sua atenção. Era hora de dobrar joelhos e buscar com intensidade conhecer os planos de Deus. Uma decisão difícil, pois, àquela altura, ele tinha uma profissão consolidada. Formado em Engenharia Eletrônica Industrial, pela Universidade Mackenzie, já trabalhava havia alguns anos nessa área, desenvolvendo projetos de circuito impresso.
Depois de estar algum tempo em oração e, durante esse período, partilhar com a esposa a situação de apreensão por que passava, começou a entender que o Senhor queria algo mais dele, além de apenas sua liderança em situações emergenciais. Ouviu o chamado de Deus no texto de Isaías 6:8. Tal qual o profeta, ele se dispôs nas mãos do Criador: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.
Num primeiro momento, o desejo que trazia em seu coração era o de ser um pastor auxiliar, alguém que pudesse acrescentar um pouco mais à vida da igreja.
Em janeiro de 1993, quando estava com 32 anos e já com sua chamada confirmada, iniciou o curso de teologia, na Faculdade Teológica Batista do Estado de São Paulo, em Perdizes, concluindo-o em 1996. Neste ano, antes mesmo de sua formatura, a IB em Vila Salete, por intermédio do seu Corpo Diaconal e com o aval do pastor, fez-lhe um convite para que ele, de forma efetiva, passasse a auxiliar o pastor João Martins Ferreira. Então, em maio de 1996, ele foi ordenado ao Ministério da Palavra, e oficializado como copastor em Vila Salete. Nesta igreja, ficou quase 8 anos como membro, dois anos e meio exercendo o ministério auxiliar.
Deus continuou trabalhando na vida do pastor. O ano de 1997 marcou de forma inesquecível a família do pastor Marcos Peres. Aconteceu um acidente de automóvel, no litoral, dando nova direção aos seus planos. Naquela ocasião, sua sogra veio a falecer, sua esposa ficou muito machucada e seu filho, tão gravemente ferido que somente um milagre de Deus para salvá-lo. “Ele ter sobrevivido foi uma intervenção divina; nós pudemos atestar isso claramente. Naquele momento, não havia socorro nem médico habilitado para realizar cirurgia tão delicada, e o André estava colocado de lado, esperando realmente partir. Foi quando entrou um médico, o melhor neurocirurgião da baixada, e chamou para si a responsabilidade. Ele fez uma cirurgia quase que impossível. Deus operou um milagre e meu filho se recuperou.”

Passados aqueles dias de dor e aflição, o pastor Marcos entendeu que precisava estar ainda mais envolvido com a obra. Sentiu que era chegada a hora de colocar seu ministério integralmente nas mãos de Deus. Foi aí que chegou um convite para pregar na Igreja Evangélica Batista em Vila Antonieta, que estava sem o seu líder e, em razão disso, buscava a cooperação de diversos pastores, para anunciar a Palavra, celebrar a ceia e realizar batismos. Na época, Vila Antonieta contava em seu rol cerca de 200 membros; hoje, soma 470 membros.
Sensibilizado com a situação por que passava a igreja em Vila Antonieta, o pastor João Martins (IB em Vila Salete) indicou o pastor Marcos para ajudar aqueles irmãos. Ele não conhecia a igreja, mas foram justamente aqueles dias que Deus escolheu para que ele a conhecesse. “Fui para fazer esse trabalho na igreja, e foi algo interessante porque eu e minha esposa nos identificamos muito com a igreja, e a igreja conosco. A IB em Vila Antonieta tinha uma visão de ministério pastoral.”
E foi assim dessa forma simples - o jeito de Deus trabalhar vidas -, que o pastor Marcos chegou em Vila Antonieta. Um convite para, ocasionalmente, ministrar àqueles irmãos. E lá ficou – no “circuito impresso” por Deus, que o usou por 12 anos + 39 dias –, até que se cumprissem os desígnios traçados pelo Senhor para que ele ali recebesse bênção e abençoasse. E depois do bom combate, de lá saísse para entrar noutro “circuito impresso” por Deus, a Primeira Igreja Batista do Brás, para receber bênção e abençoar.
Resumo biográfico elaborado pelo Ir. Pedro Marivaldo Simões Pereira.